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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Poesia virtual de Bruno Souto

Conheçam o blog NOVELA CONCRETA (http://www.novelaconcreta.blogspot.com/), de Bruno Souto, vocalista da banda Volver. Poemas concretos e visuais, com versos livres, minimalismos e repetições.

domingo, 30 de maio de 2010

E mais uma amiga: Dani Damms em produção acelerada, jamais em série


deitada no sofá jeans, ela relembra os momentos felizes. mas no fundo eles são apenas parte de sua imaginação fértil e infantil. um poder interno tão intenso que ofusca os olhos. a desilusão percorre suas idéias, mas todo mundo cresce e experimenta novas sensações. novas formas de ser. a janela aberta pra alguns, a meia luz para outras. a fartura faz a cabeça e uma só já não sacia os desejos. diferentes toques, diferentes texturas. o que se faz para agradar ao outro, para se tentar ser outro? o amor romântico que se espera, existiria? seríamos capazes de nos amar inocentemente? docemente... os instintos não respeitam regras. querem fazer acontecer, o tempo todo. eles sentem seu cheiro e te seguirão para qualquer lugar.


Conheci a Dani quando me aproximei do pessoal das bandas independentes, há cerca de uns dois anos - hoje, não tem uma semana em que a gente não se encontre pelo menos um dia. O texto acima é só um da série "a moça", que a Dani tem produzido acelerada e criativamente no blog Green Thoughts: http://danidams.blogspot.com/.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Reflexões livres acerca da nova canção popular independente


No artigo acadêmico escrito por mim e pelo Tiago Barizon na Revista Aurora, ligada ao Neamp – Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política PUC SP – a proposta é, de forma geral, levantar hipóteses a respeito da canção independente produzida no Brasil na primeira década do século XXI. Primeiramente, apresentamos uma alternativa de definição para o termo “nova canção popular independente”; a seguir, investigamos em que medida as propostas das novas gerações de compositores podem ou não contribuir na tradição da canção brasileira; depois, avaliamos o chamado processo de formação de público, verificando as relações entre os novos compositores e o público, principalmente por meio de sites de relacionamento na internet; e, finalmente, apresentamos hipóteses a respeito de alterações na forma e no conteúdo das canções graças àquelas relações.

Leia o artigo clicando aqui.

Bruna Rafaella


Acaba de entrar na lista de blogs indicados, à sua direita, caro leitor, o blog de Bruna Rafaella, artista plástica: http://bruna-rafaella.blogspot.com/. O blog fala por si.

Mais Mutualista, de Fortaleza a Londres - passando pela Livraria da Esquina, hoje



Hoje a banda Mutualista se apresenta na Livraria da Esquina.

Serviço
Banda Mutualista na Livraria da Esquina
Rua do Bosque, 1254 - Barra Funda - São Paulo
A partir das 23h - Show à meia-noite
Estacionamento no local
Entrada R$ 15

quarta-feira, 26 de maio de 2010

As Noites do Bem, festas promovidas pela Identidade Musical, completam um ano no próximo sábado, na Livraria da Esquina, com várias atrações musicais.

Para abrir a noite, Daniel Groove, vocalista do Sonso (http://www.myspace.com/osonso) e Saulo Duarte (http://www.myspace.com/sauloduarte) apresentam canções em parceria que têm composto ao longo dos anos de amizade e de palcos.

Daniel Groove e Saulo Duarte prometem apresentar canções inéditas, em parceria. (Foto de Ezyê Moleda)


Na sequência,os Nosotros (http://www.myspace.com/nosotrosmusica) fazem o show com o repertório que já começa a ser conhecido na cena independente. A banda apresentou-se recentemente no Festival Rock Feminino, em Rio Claro, e em outras casas noturnas de São Paulo, além de ter feito um show marcante no Projeto Mais Massa.

Os Nosotros apresentam as composições de seu primeiro EP nas Noites do Bem (Foto do DJ Pardal)

Nas pick-ups, DJ Pardal apresenta sucessos nacionais e internacionais, que foi coletando em longos anos de bandeirantismo indie. Zeca Viana (http://www.myspace.com/zecaviana) promete fazer dançar com as músicas que marcaram as últimas três décadas. Sammliz, vocalista da banda paraense do Madame Saatan (http://www.myspace.com/madamesaatan) fará um set de peso, lembrando a primeira edição das Noites do Bem, quando o Madame Saatan subiu ao palco da festa que completa um ano.



Os DJs convidados da Noite: Sammliz e Zeca Viana

Como já tiramos os casacos do armário, teremos um ponto de coleta a Campanha do Agasalho, associado ao Movimento Gente Boa, do Alê Aidar, baterista da banda Mutualista. A entrada é de R$ 15, mas doando um agasalho, só R$ 10.

Serviço
Noites do Bem: Nosotros, Daniel Groove e Saulo Duarte
Na Livraria da Esquina - Rua do Bosque, 1254 - Barra Funda, São Paulo
Estacionamento no Local
Dia 29 de maio, a partir das 23h
Entrada: R$ 15. Doe um agasalho e pague apenas R$ 10

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A volta do amigo imaginário

Das coisas que eu ganhei por meio da internet, a melhor foi reencontrar as pessoas que tinham sumido, algumas vezes por causa de diferenças pessoais, que o tempo acabou por apagar, quando as revi.

Ainda não reencontrei pessoalmente o Rodrigo Tembiú, mas já posso imaginar o que sairá do conúbio de histórias acumuladas por mais de dez anos, todas por contar, mais algumas por escrevermos juntos - Rodrigo ficou sendo meu amigo imaginário nesse tempo todo, em que tive saudades e não tinha a menor ideia de como encontrá-lo. Abaixo, um dos projetos que ele integrou no tempo em que não nos vimos:

domingo, 16 de maio de 2010

Volubilidade e ideia fixa na literatura brasileira


O que a literatura brasileira, Machado em particular, faz ver, é o paradoxo de a forma não imediatamente “capitalista” da escravidão moderna exibir, na periferia, a verdade que, no centro, tende a ocultar-se e pede decifração.

José Antônio Pasta Júnior

Quem já foi meu aluno de literatura brasileira sempre me ouviu falar de volubilidade e de ideia fixa. Pois bem, segue adiante artigo do Professor José Antônio Pasta Júnior, em que esses conceitos são explicados com a densidade e a simplicidade que eu nunca tive:


Também está disponível entrevista com o Professor Pasta:

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A década de 80 e a nossa

É este o claro-escuro da década precedente [a década de 80]. Temos com ela uma relação de amor-ódio. Não a podemos esquecer. Tão pouco a queremos repetir. Evidentemente que as décadas só existem na nossa imaginação temporal. As transformações ocorridas no final de década de oitenta entraram de rompante na década de noventa e e estão-nos agora em casa. Que fazer delas?

Boaventura de Sousa Santos, sociólogo português. Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Julli Pop pensa a conduta estética

"a capacidade de percepção e atitude estética como meio de tranformação para a situação atual pasmassenta que se encontra a humanidade hoje. As pessoas parecem ter medo de falar, ficam em cima do muro, surgem com um papo do politicamente correto que parece não servir para nada pois não causa debate, não movimenta, não entusiasma e entusiasmo é mover de vida. Estaríamos todos mortos vivos?"

São reflexões de Julli Pop em http://poptchuras.blogspot.com/.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Animais selvagens e animais de estimação

Muita gente protestou na internet contra a reportagem abaixo, da Rede Globo (por que não me impressiono?):



Deve ser um clichê afirmar que a humanidade seria melhor se soubesse respeitar os animais - o que não significa que seja mentira. Eu, que aprendi a gostar de cachorros com o amigo Ricardo Pinheiro Lima, posso afirmar que aprendi a ser uma pessoa melhor depois que tive animais de estimação. Aliás, demorei demais para tê-los. Tive um gato, na loja de flores de meu pai, na Vila Mariana. Não posso me lembrar do nome dele, mas me lembro de que era um gato preto, aziago aos olhos humanos, mas um grande companheiro para mim, que nunca fui da companhia. Éramos parecidos, suponho. Esse gato, como muitos gatos que vivem em casas, desapareceu misteriosamente - gosto de acreditar que foi adotado por uma daquelas velhas gateiras, que têm uns trinta bichanos no quintal.

Gatos, ao contrário de cães, são mais independentes, gostam de passear à noite, suponho que sejam como filhos rebeldes, nada sugestionáveis e bastante arredios, se contrariados. Quando me casei pela primeira vez, cheguei a ter três gatas em casa - Maria Celeste, Maria Clara e Capitu. Minha ex-esposa, que ainda trouxe uma quarta gata para o apartamento pouco antes de nos separarmos, entrou em contato comigo recentemente, para me dizer que a Clara havia morrido. Os animais me haviam ensinado, desta vez, que o carinho que temos por eles pode superar a mágoa que temos com outros humanos e revelar sentimentos bons que tínhamos em comum.

Ao contrário do que imaginam os animais selvagens que falam, assistem à TV, julgam-se senhores da Terra porque andam de Mercedes, Audis ou sei lá mais que besteiras, os animais de estimação não querem só comida - querem afeto, querem misturar-se a nós - muito provavelmente numa missão de caráter civilizatório-espiritual que muitos de nós ainda não entendemos.

Filhotes dos animais selvagens (aqueles que se matam uns aos outros por besteira, no trânsito, por exemplo) podem ser perigosíssimos: já vi crianças humanas incediarem gatos e queimarem com bitucas de cigarros uma cadela que acabava de parir, apenas por deleite pessoal, numa cena de requintes de crueldade dignos de Brás Cubas, que atravessaria borboletas apenas por prazer dos olhos e do sofrimento alheio.

Hoje, aprendo com três cães que é preciso dedicação para os que amamos serem felizes. Não é preciso gostar de animais, claro está, nem todos gostam: é preciso respeitá-los. Afirmar na TV que o problema dos animais abandonados está na falta de vagas do Centro de Controle de Zoonoses, devido à proibição da eutanásia, é uma estupidez tão grande que nem merece comentários.

Todos conhecemos a Rede Globo. Quem não conhece pode assistir ao filme "Muito Além do Cidadão Kane", documentário produzido por Simon Hartog, em 1993, para o Canal 4 da BBC, que a própria rede conseguiu banir deste país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza e habitado por animais ameaçadores, talvez os mais perigosos de sua espécie - os brasileiros, ao mesmo tempo tão cordiais e tão cruéis:



O que talvez ainda não conheçamos seja o que os animais de estimação têm a ensinar.