Total de visualizações de página

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Uma voz que continuava

Para os meus amigos cantores, especialmente o Bruno Souto, Daniel Groove, Danislau Também, Diogo Soares, Ed Guerreiro (adolescendo no cantar), Enzo Banzo, Hélio Flanders, Janderson Angelim, Ricardo Costa Andrade, Saulo Duarte, Zeca Viana

A figura dele. (...). E ele era um homem de largos ombros, a cara grande, corada muito, aqueles olhos. Como é que vou dizer ao senhor? Os cabelos pretos, anelados? O chapéu bonito? Ele era um homem. Liso bonito. Nem tinha mais outra coisa em que se reparar. A gente olhava, sem pousar os olhos. A gente tinha até medo de que, com tanta aspereza da vida, do serão, machucasse aquele homem maior, ferisse, cortasse. E, quando ele saía, o que ficava mais, na gente, como agrado em lembrança, era a voz. Uma voz sem pingo de dúvida, nem tristeza. Uma voz que continuava.

Guimarães Rosa, Grande Sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.216.

Uma imagem de Renato Reis: você tem fome de quê?

Todos conhecem o clichê a respeito da imagem que fala mais que as palavras. Então não escrevo mais nada.

Essa foto é do Renato Reis. Abaixo, os links dele:

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os tais treze livros

Pediram-me, há duas semanas, que selecionasse, em quinze minutos, os quinze livros que estariam sempre comigo. Não me dobrei ao limite de tempo e encontrei só 13 livros em 15 dias - número misterioso, que me agradou e que me levou a esquecer os outros dois livros. Segue a lista, com pequenos comentários:

O apanhador em campo de centeio, de JD Sallinger, que li na sétima série e que me abriu os olhos para a literatura que não era infanto-juvenil (eu lia muita Coleção Vaga-Lume) nem de mercado (eu abusava do Sidney Sheldon e da coleção de Aventura e Ação da Abril).

Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Engels, que li na oitava série, para um trabalho de história, junto com várias apostilas que eu ia buscar na sede do PCB, em pleno ano de 1990, com o Muro recém-derribado. A leitura mudou minha vida - foi a partir dela que me tornei um desajustado em casa, na escola, depois até no trabalho, em que eu pensei que encontraria pares. Encontrei, claro - mas foram poucos.

Dom Casmurro, de Machado de Assis, que li no colegial e que me abriu os olhos para os clássicos da literatura brasileira. Vale lembrar: para entender Dom Casmurro, é preciso ler as Duas Meninas, do Roberto Schwarz.

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que me marcou a juventude na graduação em Letras. Mesma coisa: pra entender, é necessário ler Machado de Assis: um mestre na periferia do capitalismo, do mesmo Schwarz, que aliás ganha a próxima citação:

Ao vencedor, as batatas, de Roberto Schwarz. A leitura do primeiro capítulo desse livro, o famoso "As ideias fora do lugar", dividiu minha forma de ler os livros e de analisar o mundo. Graças à leitura de Roberto Schwarz, cheguei a Adorno e Walter Benjamin - mas Schwarz segue sendo o autor que me formou.

Sermão da Sexagésima, de Padre Antônio Vieira, que também me marcou na graduação: fiz um trabalho sobre esse texto que arrancou um elogio breve do professor Alfredo Bosi. Soa arrogante escrever isso, mas fazer o quê? Ganhei o elogio, e ganhei gosto pelo Vieira por causa daquele curso e daquele trabalho.

Os Lusíadas, de Luís de Camões, que eu li inteirinho, de cabo a rabo mesmo, preparando minhas primeiras aulas e apostilas de literatura para o CPV. A ideia (que malogrou, obviamente) era montar uma coleção com edições comentadas das obras literárias dos vestibulares. O resumo que fiz na época está disponível aqui.

Formação da Literatura Brasileira, de Antonio Candido, que é minha referência teórica mais querida. Não consigo pensar literatura sem pensar nessa obra; por mais que eu tenha descoberto outros teóricos, foi por meio de Antonio Candido que cheguei a eles. A escrita de Antonio Candido é densa, sem ser chata - quando eu crescer, quero ser que nem Antonio Candido.

Usina, de José Lins do Rego, que é um dos livros mais doídos da literatura brasileira. José Lins do Rego é um grande contador de histórias, que merece certamente mais atenção do que tem recebido. Escolhi só esse, mas Menino de Engenho e Doidinho também são maravilhosos.

Grande Sertão: veredas, de Guimarães Rosa, que eu leio uma vez por ano, religiosamente: tem aventura, demônio, filosofia, cavalaria, herói, Brasil, sertão, amor, lirismo, espiritismo, meu pai, Minas Gerais. Depois da primeira vez que atravessei o Liso do Suçuarão, ficou fácil: fiquei ali tomando sol, esperando o diabo aparecer no meio do redemunho.

Os Sertões, de Euclides da Cunha, páginas de protesto contra a selvageria da barbárie e da civilização. Se bem lido, explica o Brasil e o mundo até hoje.

Poesia completa, de Fernando Pessoa. Sinto muito, amigos, drummonds, manus bandeiras, cabrais de melo neto, chicos, caetanos, gils, tons, vinícius: perto de Fernando Pessoa, tenho a impressão de que fica todo mundo em minúscula. (Gosto desses poetas todos, claro, alguns deles são geniais; mas Pessoa ocupa tudo).

Macunaíma, de Mário de Andrade, que me inspirou a correr o Brasil, geográfica e literariamente, pra tentar entendê-lo.

Tem mais não.

Coluna Anti-Social

a propósito de uma canção de Zeca Viana

na noite perfeita
não há pipocar de flashes
nem tapete vermelho

oscilam pelo salão
rostos desconhecidos
os pés fixos no tempo
os olhos no presente

as roupas são simples
fala-se baixo,
os olhos brilham pouco:
estão aflitos
de viver o concreto
os pés correm chão
os olhos investigam
o tempo

cerveja à meia-luz
ou água

(amanhã eu trabalho
mas vim assim mesmo
tomar uma
e olhar o tempo
e as pessoas,
braços moles,
cabeça baixa,
de pés correndo o sonho
e os olhos fechando)

solitários dizem impropérios
contra o sistema
deblateram elogios
uns contra os outros
sem se falar

não há cobertura televisiva
ninguém do rádio apareceu
não deu na coluna social
ninguém morreu -
não saiu no jornal das seis
não há escândalo na saída
ninguém exagerou

(e se alguém exagerou
amanhã aguenta)

ninguém mergulhou
no Canal Ursa Maior

o anonimato humaniza.

Sobre não ir ao show do Paul McCartney

Ficar na fila pra comprar ingresso, pegar trânsito, pegar fila, brigar por lugar, brigar por cerveja, mijar coletivamente, respingar mijo alheio no meu pé (na melhor das hipóteses), ver de longe ou não ver o artista, fila pra sair, trânsito pra sair, dormir pouco, trabalhar no dia seguinte - tudo isso pagando caro.

Não vou!

Até o fim da semana que vem, conto qual foi minha última experiência de (não) ir ao show do U2.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lançamento do livro "A Mulher sem palavras", de Marcelo Barbão

Quando foi meu aluno (na verdade, como o leitor observará, ele foi meu professor) no GH, Barbão me ensinou três coisas. Primeira, a Argentina é um país maravilhoso, que respira cultura pelas ruas - é o que o Barbão explora nesse blog aqui. Segunda: é possível viver de literatura, trabalhando mais em casa do que fora dela, o que dá uma puta qualidade de vida - Barbão é escritor, tradutor, revisor, dono de editora. Terceira: é possível escrever um romance (eu nunca tinha conversado pessoalmente com quem tinha escrito um!) - Barbão publicou Acaricia meu sonho recentemente. Agora, traz ao público A mulher sem palavras.

Certamente estarei na Mercearia São Pedro dia 14 de outubro, quinta, às 20h.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Shows de Nevilton e NoctVillains na Livraria da Esquina, dia 07 de outubro

A noite com apresentações das bandas Nevilton e NoctVillains foi adiada por um bom motivo: o Nevilton é uma das bandas finalistas para o concurso de abertura do show do Greenday, promovido pela MTV, e tocará no Inferno na quinta-feira. Remarcaremos o show, na data mais próxima possível

No dia 07 de outubro, quinta-feira, a Identidade Musical apresenta os shows das bandas Nevilton (PR) e Noctvillains (SP)


Identidade Musical (http://www.identidademusical.com.br/site/), agência e produtora, apresenta o Garimpo, projeto que reúne novos talentos de São Paulo e de fora da capital paulistana, na Livraria da Esquina (http://www.livrariadaesquina.com.br/), casa localizada na região da Barra Funda. A ideia é “garimpar” e apresentar as melhores bandas independentes de todo o Brasil. No dia 07 de outubro, é a vez de Nevilton e Noctvillains.

Abrindo a noite, apresenta-se a banda paulistana NoctVillains (http://www.myspace.com/noctvillains), formada por Roxy Perrotta (vocais), Vagner Sousa (Violão, baixo e vocais) e Eugenio Costa (bateria). O trio vem ensaiando material para o primeiro album e para alguns shows. O resultado vem sendo muito satisfatório. Entre diversos projetos, a banda prevê o lançamento do primeiro album ainda em 2010.

Na sequência, Nevilton (http://www.myspace.com/nevilton) fecha a noite, de volta a São Paulo. Os paranaenses Nevilton de Alencar, Tiago ‘Lobão’ Inforzato e o baterista 'Chapolla' já se apresentaram em várias cidades, como Maringá (PR), Curitiba (PR), Joinville (SC), Baln. Camboriú (SC), Florianópolis (SC), Puerto Iguazu (Arg), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF), Palmas (TO), São Carlos (SP), Recife (PE), João Pessoa (PB) e várias outras. As canções do trio - um dos grandes destaques da música independente nacional em 2010 - podem ser baixadas clicando aqui. Para ler reportagem sobre a banda na Revista Rolling Stone, clique aqui. Para os 50 primeiros que chegarem à Livraria da Esquina, a banda oferece gratuitamente o EP.

Serviço



Garimpo com Nevilton e Noctvillains
07/10, a partir das 22h
Livraria da Esquina B: Rua do Bosque, 1254.
Entrada: R$ 15,00 na porta ; R$ 10 na lista@identidademusical.com.br


Os 50 primeiros a chegar ganham um EP do Nevilton

domingo, 26 de setembro de 2010

"Espalhadas pelo ar", de Vera Egito


Eu experimentei porque eu nunca tinha feito. E eu acho que, no fundo, eu nunca tive esse projeto de fazer filmes que realmente inovassem a linguagem ou a estética. Porque eu tenho uma coisa muito com a história, de querer contar uma história legal, de querer que as pessoas se envolvam. Eu penso muito em coisa do tipo – como vai ser a casa dessa menina, qual vai ser a roupa que ela usa, e acabo desenvolvendo uma paleta de cor, tudo voltado para aquele mundo dos personagens. Não sei por que a Esther acha isso. Talvez por causa da ligação emocional entre os personagens o que, se você parar para pensar, em curta não é muito comum – não é muito comum as pessoas se ligarem a narrativas em curtas. Eu acho muito importante a estética, pensar a estética do seu filme, mas não acho que ela tenha de ser, necessariamente, revolucionária.

Até hoje, eu não sabia que era possível assistir ao filme "Espalhadas pelo ar", de Vera Egito, no site Porta Curtas, da Petrobras. Só fui descobrir lendo uma entrevista da Vera, amiga e ex-aluna, no Jornal do Campus, da USP - da qual extraí a resposta acima.

O filme é poesia pura. Assistam.

Traços de Thaís Polakiewicz

Thaís Polakiewicz foi minha aluna e hoje é artista. O site dela está aqui e o blog dela aqui.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Passou da hora de sairmos de cena

É um erro imaginar que os teóricos emancipatórios - os socialistas, feministas e outros - têm com suas crenças a mesma relação que budistas e vegetarianos. Enquanto estes provavelmente querem continuar fiéis a suas crenças a vida inteira, os primeiros querem se livrar delas o mais rápido possível. Seu objetivo é contribuir para a realização das condições materiais nas quais suas teorias não seriam mais essenciais ou até, após um certo tempo, sequer inteligíveis. Se ainda houver radicais daqui a cinqüenta anos, isso será muito triste. Em uma sociedade justa não haverá necessidade de teóricos radicais.

Terry Eagleton, citado neste artigo aqui.

domingo, 19 de setembro de 2010

Machadinho vá ele!

Relendo a biografia Machado de Assis, de Lúcia Miguel Pereira, por puro gosto e quase nenhuma obrigação, achei a seguinte anedota:

Uma vez, quando [Machado de Assis era] diretor da Diretoria de Contabilidade no Ministério da Viação, anunciaram-lhe um visitante. Muito ocupado, não lhe dizendo nada o nome do homem, recusou-se a recebê-lo. Mas o outro insistiu e forçou-lhe a porta do gabinete, exuberante, já esboçando o abraço, chamando-o Machadinho, dizendo ser seu velho camarada, tê-lo conhecido ainda sacristão em Lampadosa.

Machado fechou-se, o abraço perdeu-se no ar, e quando se viu afinal livre do importuno, mal contendo um gesto de impaciência, ficou a repetir "Machadinho... Machadinho... machadinho vá ele!".

E explicou a um companheiro que se deveria tratar de um impostor, pois ninguém o chamara Machadinho, nem fora jamais sacristão, acrescentando que essa lenda corria porque, em menino, se divertira algumas vezes em bater sino.

Fico aqui formulando solitário a hipótese de que Dr. House deveria ser uma personagem machadiana - se não for o próprio Machado.

House vai curar a morte

Plagiando os links de domingo do Biscoito Fino e a Massa

Três boas opções de informação à cada vez mais ilegível mídia escrita brasileira são o (nosso velho conhecido) Terra Magazine, competentemente pilotado pelo Bob Fernandes, o Rede Brasil Atual e oOpera Mundi. Foi na Rede Brasil Atual que descobri uma estatística incrível: os paulistanos passam 30 dias por ano no trânsito. A única coisa que me surpreende no Opera Mundi é que eles, praticando excelente jornalismo, ainda estejam hospedados no UOL. Não tem o menor sentido.

Estou literalmente plagiando as indicações de Idelber Avelar, no blog O Biscoito Fino e a Massa. Citando a fonte, fica menos feio. Mas vou fazer o quê? O blog é bom: tenho de indicar. Além disso, eu jamais teria a competência de Idelber pra escrever sobre política. (Aliás, no post de hoje também tem um vídeo de Lula apresentando o gabinete em que trabalha, com uma naturalidade incrível. Vale a pena assistir).

Outra coisa: já faz um tempo que incluí entre os blogs indicados o Na prática a teoria é outra, de Celso de Barros. O que me encantou no blog foi a entrevista dada na Folha de São Paulo. Digo o seguinte: graças a blogs como esses dois, voltei a ter gosto por acompanhar as eleições. Também incluí o Blog do Sakamoto, que vale a pena demais, principalmente pelo Disque-Fonte, uma das críticas mais legais à nossa imprensa:

Bom domingo, com política.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Shows de Rafael Castro e Os Monumentais e The Almigthy Devildogs na Livraria da Esquina, dia 24 de setembro

No dia 24 de setembro, sexta-feira, a Identidade Musical apresenta os shows da banda The Almighty Devildogs, de Bauru, e de Rafael Castro e Os Monumentais, de Lençóis Paulista.

A Identidade Musical, agência e produtora, apresenta o Abrigo, projeto que reúne novos talentos de São Paulo e de fora da capital paulistana, na Livraria da Esquina, casa localizada na região da Barra Funda. A ideia é “abrigar” bandas independentes de todo o Brasil que procuram espaço para mostrar o talento e a originalidade. No dia 24 de setembro, é a vez de duas bandas independentes do interior de São Paulo ocuparem o espaço.

Abrindo a noite, The Almighty Devildogs (http://www.myspace.com/thealmightydevildogs), de Bauru, apresenta uma mistura de punk rock 77, com surf music e cinema de horror. Formada em 2003, rapidamente a banda se tornou destaque no site Trama Virtual. Depois de uma pausa de quatro anos, a banda retornou em 2008 com dois novos integrantes, novas composições e com a demo gravada em 2003 “The Subssessions” distribuída pela Reverb-Brasil, portal especializado em surf music. Os Almighty Devildogs já participaram do Festival Contato, em São Carlos/SP, do Rock do Bem, em Bauru/SP, e liberaram o single virtual “Corre!” para download gratuito, parceria dos sites piscesrecords.com.brreverb-brasil.org, que em 2010 passa a ser distribuído também pelo selo Enxame.Rec, do Enxame Coletivo. A banda acumula apresentações no circuito independente paulista, cinco delas no Festival Grito Rock América do Sul, Noite Fora do Eixo (São Carlos e Bauru), Virada Cultural Paulista 2010 (Bauru), Woodstocka, CANJA e 3° Solidary Rock(Bauru/SP).

No vídeo abaixo, os Almighty Devildogs fazem "Hazel", na Virada Cultural Paulista de 2010:

The Almighty Devildogs - "Hazel" @ Virada Cultural Paulista 2010

Almighty Devildogs | MySpace Music Videos


Na sequência, os inconfundíveis Rafael Castro e Os Monumentais (http://www.myspace.com/sabesp), de Lençóis Paulista, fecham a noite, de volta a São Paulo. Rafael Castro é das personalidades mais marcantes da cena independente da música brasileira - pela irreverência de suas canções, pela criatividade inesgotável, pela produção compulsiva de novos trabalhos, em que sempre se reinventa, todos disponíveis para download no Myspace da banda. Trata-se de impressionantes oito discos em três anos de carreira, uma das mais profícuas entre os novos talentos da nossa canção. Rafael é destaque na edição 48 da Revista Rolling Stone (clique aqui para ler o texto).

No vídeo abaixo, a participação de Rafael Castro e Os Monumentais no Ensaio da Trama Virtual:



Serviço

Abrigo com The Almighty Devildogs e Rafael Castro e Os Monumentais
24/09, a partir das 23h
Livraria da Esquina A: Rua do Bosque, 1236.
Entrada: R$ 15,00 na porta ; R$ 10, 00 na lista@identidademusical.com.br

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ed Guerreiro e Clarah Averbuck & The Oneyedcats na Livraria da Esquina, dia 23 de setembro

No dia 23 de setembro, a Identidade Musical apresenta ao público os shows de Ed Guerreiro, guitarrista do Madame Saatan, em projeto paralelo, e Clarah Averbuck & The Oneyed Cats.


Ed Guerreiro, guitarrista da banda paraense Madame Saatan (http://www.myspace.com/madamesaatan) apresenta ao público seu projeto paralelo, num espetáculo curto e intenso, preservando o peso que lhe é peculiar, mas deixando mais evidentes as influências de jazz e de música brasileira que traz em seu trabalho. O baterista Jorge Anzol, dos Los Porongas e o baixista Paulo Anhaia são amigos cujo trabalho Ed admira e que o acompanham no projeto. Nesse novo show, Ed apresenta canções de sua autoria e releituras de canções brasileiras, com muito rock n' roll, improvisações e algumas inserções de voz.



Os Oneyedcats (http://www.myspace.com/oneyedcats) não tem esse nome à toa. Clarah Averbuck, letrista e cantora, vive sendo derrubada pela vida, mas sempre cai em pé. E aí está: aqui você encontra a cura para a obviedade “amor = músicas românticas e melosas”. Não é o caso, nem de longe. As músicas do grupo – completado por Bruno Bandini no baixo, Fernando Tristessa no piano/rhodes/synths e Jorge Anzol na bateria – capturam vários aspectos do amor: a celebração, a intensidade, a rispidez e, por que não?, a agressividade. Se você analisar essa (não) fórmula, encontrará algo que está à beira da extinção musical em nossos tempos de pasteurização industrial. O oneyedcats remete às cantoras clássicas do Jazz – um pouco de Billie, uma pitada de Ella – espontaneamente, sem nem tentar. Talvez seja resultado do estilo de gravação da banda, que não tem pudor em registrar suas músicas madrugada adentro, na sala de casa ou onde estiverem no momento de inspiração. Mas o grupo não é uma unidade isolada. Em “Comes Love”, o violino de Hique Gomez (Tangos e Tragédias) reforça a dramaticidade, enquanto Douglas Godoy (do Vanguart) dá brilho a “No One But Me”, gravada e mixada por ele. Neste ano, depois de ter aberto um show de Cat Power no Brasil, o oneyedcats planeja um turnê pelos Estados Unidos e grava um disco, que deve ter participações estarrecedoras.


No vídeo abaixo, a canção "Tomorrow is my turn", gravada no Estúdio Showlivre em agosto de 2010:




Serviço

Ed Guerreiro e Clarah Averbuck & The Oneyedcats na Livraria da Esquina
Dia 23 de setembro de 2010, quinta-feira, a partir das 22h
Shows a partir de 23h30
Na Livraria da Esquina, Rua do Bosque, 1236/1254, Barra Funda, São Paulo
Entrada: R$ 15 na porta, R$ 10 na lista@identidademusical.com.br

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

"Love is Love", Culture Club

No feriadão, pretendo, depois de trabalhar ao longo do sábado, curtir a vida. No vídeo abaixo, uma canção das antigas, com que sonhei e me diverti.