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terça-feira, 3 de julho de 2012

Abaixo o esporte brasileiro - Parte III


A imagem acima mexeu comigo, porque muita gente dirá que a frase do cartaz é "simplista", que as coisas não são tão fáceis assim, etc. Mas é mentira, né? Convenhamos: erguem-se estádios enormes em dois ou três anos; não será possível ativar as mesmas forças políticas e o mesmo capital para educação ou transporte público? Não? Então é porque tem algo de muito errado rolando.

Para os organizadores, o espetáculo dos Jogos Olímpicos em escala mundial justifica as exclusões e os incômodos que provocam. Mas o espetáculo dos novos bairros criados leva definitivamente à tristeza. As estradas, avenidas e outros vetores de mobilidade impedem todo um conjunto de atividades de rua, empurradas para longe, afastadas desse novo espaço urbano. O legado dos Jogos Olímpicos são bairros com espaços novos e mortos.

O fragmento acima é o último parágrafo de um artigo que está no Le Monde Diplomatique, escrito pela socióloga e urbanista francesa Anne Querrien. Se algum assinante se dispuser a copiar e colar para eu colocar o texto integral aqui, aceito de coração. 

Abaixo, repito:

Agora virou questão de honra: enquanto o esporte brasileiro não reverter positivamente em termos sociais para o próprio Brasil, eu não sossego. Esporte - se é pra fazer a barulheira que faz e movimentar as pessoas do jeito que movimenta - tem de ter retorno social pra população carente. Sediar grandes eventos, só se for pra melhorar as cidades. Caso contrário, o lema é #foraesportebrasileiro.

Eis aqui o primeiro post da campanha (que não teve e provavelmente não terá repercussão nenhuma); eis aqui o segundo post.